“O cold brew é a paciência feita líquida — doze horas de silêncio trocadas por uma xícara que não precisa de mais nada.”
O cold brew tem raízes que remontam séculos. No Japão do século XVII, comerciantes holandeses — proibidos de usar chama aberta a bordo de navios de madeira — experimentaram infusionar café em água fria durante as longas viagens. A técnica se estabeleceu em Kyoto, onde evoluiu para as elegantes torres de gotejamento lento conhecidas como cold brew estilo Kyoto: água gelada caindo gota a gota pela borra ao longo de muitas horas, produzindo um concentrado de notável complexidade.
O método de imersão moderno deve muito a Todd Simpson, um engenheiro químico e dono de um viveiro que provou concentrado de café coado a frio durante uma viagem de coleta de plantas na América Central no início dos anos 1960. Encantado com a suavidade e baixa acidez, Simpson desenvolveu o Toddy Cold Brew System — uma cafeteira de imersão ainda fabricada hoje — e começou a vendê-la comercialmente.
O cold brew permaneceu um método de nicho até a década de 2010, quando a Stumptown Coffee Roasters começou a engarrafar seu cold brew em garrafinhas de vidro em Portland em 2011, levando o estilo às prateleiras de supermercados e ao grande público. Em poucos anos, toda grande torrefação e rede de café seguiu o exemplo, e o cold brew passou de curiosidade a um dos segmentos de crescimento mais rápido da indústria cafeeira.
O cold brew é a paciência feita líquida — doze horas de silêncio trocadas por uma xícara que não precisa de mais nada.
O pote fica no fundo da geladeira a noite toda, a borra e a água se conhecendo no escuro, sem nenhuma pressa. De manhã, o concentrado está pronto, fresco e incrivelmente suave, esperando ser diluído a gosto.
O que você vai precisar


A smooth, low-acid concentrate that keeps for up to two weeks. Dilute with water, milk, or pour over ice for a refreshing summer drink.